Artes Plásticas


Portfólio
Vida e Obra
De
Francisco Amaral

Artista Plástico Expressionista










Vida

NOME: Fancisco Jose Salfer do Amaral.
NASCEU: 24 Janeiro de 1958.
NATURAL: Joinville- Santa Catarina.
FILIAÇÃO: Osny do Amaral e Dinorah Salfer do Amaral.
FORMAÇÃO: Medicina – Universidade Federal de Santa Catarina.
ESPECIALIZAÇÃO: Gastroenterologia e Endoscopia em Curitiba e Porto Alegre.
ARTISTA: Desde 1990 dedica-se as artes plásticas.

O MÉDICO DR. FRANCISCO JOSE SALFER DO AMARAL

            Especialista no tratamento da halitose (mau hálito) aqui em Joinville. É um dos fundadores de um centro de pesquisa sobre o tratamento do mau hálito que se tornou referencia no sul do país. Integrou a primeira turma de médicos brasileiros que participou de um curso especifico sobre a doença, realizado em São Paulo pelo hospital Albert Einstein e reconhecido pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) e junto com outros médicos desenvolveu um medicamento a base de dióxido de cloro para combater a halitose – o “Halit Free” e está começando a colocar no mercado.

O ARTISTA FRANCISCO AMARAL

            O artista Francisco Amaral de múltiplas expressões artísticas (pinta telas, faz esculturas, monta instalações) considera-se um expressionista, trabalhando com materiais diversificados. Para Osmar Pisani (Membro Internacional da A.I.C.A.) esse artista é:
“um figurativo expressionista”. Sua obra caracteriza-se por uma força dramática como uma apelo ao “Grito” de Munch. Com emoção acima dos outros valores, vislumbra conflitos do inconciente próprios da natureza humana, ao mesmo tempo em que aponta para uma deformação corporal a profunda a densidade psicológica dos personagens e reflete também sobre a pintura hoje em crise.”[1]
            Artista plástico joinvilense, autodidata, vem participando de mostras e coletivas desde 1991. Ao olharmos sua arte, concordaremos plenamente com a opinião de Pisani, pois se apropria da arte para divulgar sua critica social do Brasil.
            Nos conceitos da arte contemporânea o expressionismo abtrato e o expressionismo figurativo pressupõem...
“um tipo de imagem em que o criador usa um outro método de elaboração. Aqui o que impera é a emoção e a imagem é o veiculo para expressar e comunicar sentimentos particulares do artista. As cores, linhas e forças são distribuídos conforme os impilsos emocionais do criador.”[2]
            Mas, não quer com isso dizer que esse processo de elaboração esteja desprovido de racionalidade, o artista tem que deter conhecimentos prévios e informações que serão usados intuitivamente para a elaboração do trabalho final.
            E Francisco detento de conhecimentos bebidos em fontes como as obras de Picasso. Francis Bacon e George Braque passou a usá-los primeiramente como um hobby e terapia aos finais de semana, hoje é parte inteligente de sua vida. Mesmo passando a maior parte do tempo na clinica IGED (Instituto de Gastroenterologia e endoscopia Digestiva de Joinville), onde integra uma equipe medica, a única vez que interrompeu sua produção artística foi no período da universidade. Garante que sua arte não interfere na medicina, pelo contrario, é de onde renova suas energias para lidar com o Brasil doente que conhece bem, no consultório medico e hospitais catarinenses. Cada tela que pinta instalações ou esculturas que faz é fruto da energia canalizada dos sentimentos fortes como a dor, angústia, medo desespero que capta no seu trabalho diário de aliviar as dores de seus pacientes e restaurar-lhes a esperança.
            Suas telas são a libertação dessas imagens que povoam sua mente e impressões que impregnam sua alma. Diversos são os materiais dos quais se utiliza com criatividade como tela com ferro e concreto, tinta acrílica, spray automotivo, gesso, cola, madeira, corda e colagens para exprimir o estado de libertação ao qual se propõem. E essa energia artística já lhe rendeu um vasto acervo e algumas obras fazem parte da decoração da clinica. Segundo Francisco, “sou ciumento com minhas criações, só deixam meu acervo quando as dou”.

O EMPREENDEDOR E DINÂMICO DR. FRANCISCO:

            A jornada de doze horas como medico não é suficiente para retirar as energias desse proeminente artista. Além de dividir seu tempo entre a clinica onde trabalha e o seu atelier, Francisco encontrou tempo para o seu mais novo empreendimento: uma fabrica de tintas instalada no distrito de Piraberaba a “VilleCrill Universal”.
            O negocio surgiu da vontade de dispor de tintas especiais para as telas o que o levou a associar-se com o empresario Alcides dos Santos, dono da Universal, fabrica de tintas ecológicas de Itapema. Foi também pioneiro no negocio de criação de avestruzes no litoral catarinense e acabou desistindo do negocio devido a falta de uma política governamental no setor.

 

Obra
O ARTISTA NUM MOMENTO DE CRIAÇÃO




Para Francisco, estar no seu atelier dando forma as suas idéias é dar prazer a todos os seus sentidos. É onde se sente livre, sente-se recarregado com as vibrações que emana de suas criações. Os diversos materiais, as cores, as formas, a desordem ou “bagunça do atelier” como ele se refere, lhe proporcionam um bem estar que serve como motor propulsor para as suas criações.

O ATELIER DE FRANCISCO













O caos criativo...


ALGUMAS CRIAÇÕES










Exposição: A Mulher Muçulmana













 
PERCURSO ARTISTICO

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

2001
Yes, nós temos... – Espaço Yazigi Internexus – Joinville/SC



2000
Espaço Cultural IFRAERO – Joinville/SC
1999
Shopping Center Neumarkt – Blumenau/SC



- Espaço Cultural INFRAERO – Joinville/SC
1998
Espaço Cultura INFRAERO – Individual AAPLAJ – Joinville/SC
- “Reerguendo os Ezcombros” – Museu de Arte – Joinville/SC
1995
Exposição no Espaço Ottokar Doerffel –


EXPOSIÇÕES COLETIVAS/SALÕES

2004
– “XXXIV Coletiva de Artistas de Joinville” – Cidade Cultural Antarctica/SC
“Poética de Três” – Galeria AAPLAJ – Cidadela Cultural Antarctica

2003
Coletiva de Artistas da AAPLAJ “20 anos” – Galpão AAAPLAJ – Cidadela Cultural Antarctica – Joinville/SC
2002
XXXII Coletiva de Artistas de Joinville – Museu de Arte – Joinville/SC
“Três Representações” – Galeria Municipal de Artes Victor Kursancew – Joinville/SC
2001
Projeto “Retratos de Santa Catarina” – Assembléia Legislativa de Santa Catarina.
2000
Espaço de Arte de Artista DICAVE – Blumenau/SC – “A mulher sob o olhar do artista”.
- “Joinville, uma cidade descoberta” – Museu de Joinville/SC.
1999
XXIX Coletiva de Artistas de Joinville – Museu de Arte de Joinville/SC.
1998
Mostra Coletiva Shopping Cidade das Flores – AAPLAJ.
- XXVIII Coletiva de Artistas de Joinville – Museu de Artes de Joinville/SC.
- II Salão de Artes Plásticas, Braço do Norte/SC.
1997
Coletiva “Contemplação Versus Contestação” – Universidade Federal de Santa Catarina- Florianópolis/SC.
- Contemplação Versus Contestação – Galeria Victor Kursancew – Joinville/SC
1995
II Salão Elke Hering – Blumenau/SC
- XXV Coletiva de Artistas de Joinville – “Ezcombros” – Joinville/SC

1994
I Mostra Internacional de Arte Postal de Joinville/SC
- Salão de Artes XXII Circuito Ilha de São Francisco do Sul/SC
- III Salão de Artes de Itajaí/SC
1993
VI Salão Municipal de Novos

PREMIAÇÃO

1994 – Prêmio Ottokar Doerffel do VI Salão de Artes Plásticas de Joinville
O artista recebeu a seguinte carta da comissão organizadora, referente ao prêmio:
“Prezado Francisco Amaral,
            A comissão organizadora do VI Salão de Artes Plásticas de Joinville vem parabenizá-lo pela deliberação do júri de seleção – composto por João Otávio Neves Filho, Dulce Osinski e Edson Bush Machado – que lhe conferiu o Prêmio Ottolar Doerffel pelo conjunto de suas obras. Esse prêmio lhe dá o direito a uma exposição individual no Espaço Ottokar Doerffel do Museu de Arte de Joinville.
            Pela conquista de tal mérito desejamos muito sucesso em sua caminhada.”

Charles Narloch                                                                                                       Cris Santos
Curador do VI SJAP                                                                                Presidente da AAPLAJ
Joinville, 1° Julho de 1994




[1] Ata de reunião – Núcleo Vital da Arte Contemporânea – Avaliação dos artistas plásticos – 25 de Outubro de 2000.